O Tetrahidrocanabivarina

O tetrahidrocanabivarina (THCV) é um análogo de propilo do THC mais frequentemente encontrado em baixa concentração em material vegetal seco, mas em plantas ricas em THCV até 16% de THCV por peso seco foi registrado (Meijer & Hammond, 2005).

 

Mecanicamente falando, o THCV pode se comportar como agonista botânico e antagonista dos receptores CB1 dependendo da concentração (Pertwee, 2008).

 

O THCV produz perda de peso e diminui a gordura corporal e as concentrações séricas de leptina com o aumento do gasto energético EM camundongos obesos (Cawthorne, Wargent, Zaibi, Stott e Wright, 2007; Riedel et al., 2009).

 

O THCV também demonstra proeminentes propriedades anticonvulsivas no cerebelo remanescente e no córtex piriforme (Hill et al., 2010).

 

O THCV parece um componente fracionário de muitos quimiotipos de cannabis do sul da África, embora plantas altamente predominantes nesse agente tenham sido produzidas (deMeijer et al., 2003; de Meijer & Hammond, 2016).

 

THCV tem a capacidade baseada em CB2 para suprimir a hiperalgesia e inflamação induzida por caragenina, e ambas as fases de comportamento induzido por formalina dor via CB1 e CB2 em ratinhos (Bolognini et al., 2010).

 

Antagonizando os receptores CB1 pode suprimir o apetite e os efeitos intoxicantes do THC. No entanto, deve-se ter cautela ao desenvolver antagonistas dos receptores CB1. Estudos clínicos em populações humanas estudaram os antagonistas dos receptores CB1 com o medicamento rimonabanto (SR141716A) que levaram a episódios depressivos e pioraram os resultados de doenças neurodegenerativas e, finalmente, esse medicamento foi retirado do mercado (McLaughlin, 2012).

 

Apesar desse revés, o SR141716A continua sendo uma ferramenta de pesquisa muito importante para desvendar tratamentos médicos potenciais que visam os receptores CB e aprofundar o entendimento do ECS. É importante ressaltar que o mecanismo de ação do antagonismo neutro do THCV parece estar livre dos eventos adversos associados aos agonistas reversos do CB1 (McPartland, Duncan, Di Marzo, & Pertwee, 2015).

 

APROFUNDE MAIS OS SEUS CONHECIMENTOS CIENTÍFICOS SOBRE OS CANABINÓIDES E TENHA ACESSO AO ARTIGO ORIGINAL EM INGLÊS. PUBLICADO POR ETHAN BUDD RUSSO E JAHAN MARCU EM JUNHO 2017.

CLIQUE AQUI!

CLIQUE AQUI!

Participe na Base de Dados Canábica Portuguesa

Contribua gratuitamente para a Investigaçāo Canábica Portuguesa e saiba como ter acesso a Produtos orgânicos de CBD terapêutico de qualidade e rigorosamente testados com Entrega ao Domicílio em Todo Portugal!